Bracelete e celular já são itens de autodefesa
Vitor Hugo Brandalise
A pequena figura mede 1,20 metro, tem 50 quilos e se move, aparentemente sem paciência, para a esquerda e para a direita pelos tapetes vermelhos do Centro de Convenções Imigrantes, na zona sul de São Paulo. Girando em torno do próprio eixo, com a cabeça inclinada, parece desconfiado. E é essa a sua função: o robô colombiano BX-Cobra foi apresentado ontem como a primeira máquina vigilante do Brasil, com sensores que identificam fumaça, calor e modificações no ambiente.
O “vigia andróide”, criado na Colômbia com a mesma tecnologia utilizada para desarmar minas terrestres, é uma das novidades da 11ª Exposec, a Feira Internacional da Segurança, que será encerrada amanhã. Com mais de 600 expositores de todo o Brasil e de outros 13 países, a feira reúne de aparelhos difundidos no segmento, até outros, novos e de uso duvidoso - o robô, embora tenha saído da fase de protótipo, ainda não tem destino definido.
“São aparelhos caros e ainda com limitações, como as dificuldades de mobilidade e o fato de ainda não serem à prova d’água, mas é fato que a robótica está avançando e a segurança privada tem de começar a pensar nisso”, diz o gerente de marketing da empresa responsável pelo projeto, Luciano Caruso. Hoje, o robô não sai por menos de US$ 25 mil.
A maior parte dos estandes, espalhados por sete vielas em 22 mil m², apresenta atualizações à tecnologia de aparelhos já existentes - como uma câmera que corre sobre trilhos a 15 quilômetros por hora e tem zoom de 35 vezes e aparelhos ativados por sensores que enviam mensagens de celular a cada vez que uma porta é aberta.
A cada ano, novidades são apresentadas aos representantes de um segmento que reúne 8 mil empresas no País. Nesta edição, além do robô, há um celular de autodefesa e um bracelete que cria “cercas virtuais”, entre outros.
O Titan, à primeira vista, parece um telefone celular comum. Prateado, pequeno, com dial numérico de 16 teclas e tudo. Apesar disso, somente três delas funcionam: uma para apitar, uma para acender uma lanterna e outra para dar choque de 50 a 100 mil volts. “Isso pode salvar uma vida”, diz Paulo Lourenço, representante da marca.
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